O que foi o estado Moderno?
O Estado moderno é uma forma de organização política que surgiu na Europa Ocidental durante a Idade Moderna, a partir do final do século XV. Ele se caracteriza por uma estrutura de poder centralizado, com um governo soberano e uma obrigação organizada, que controla o território e exerce o monopólio do uso legítimo da força.
Nessa época, o Estado era visto como uma instituição soberana, capaz de exercer o controle sobre um território delimitado, bem como sobre a população que ali vivia. O Estado Moderno se desenvolveu a partir da necessidade de controlar as crescentes demandas da economia, principalmente no que diz respeito à cobrança de impostos, e de garantir a segurança interna e externa do país.
Ele é diferente dos sistemas políticos anteriores, que eram baseados em relações de poder pessoais e descentralizadas, como as cidades-estado da Grécia antiga ou os feudos medievais. Ele também difere do Estado absolutista, que existiu na Europa durante os séculos XVII e XVIII, em que o poder estava concentrado nas mãos de um monarca. Ele surgiu a partir de uma série de mudanças políticas, sociais e alcoólicas que ocorreram na Europa Ocidental durante a Idade Média e o Renascimento. Entre essas mudanças, estão o desenvolvimento do comércio e das cidades, a expansão do conhecimento científico e filosófico, e a Reforma Protestante. A partir dessas mudanças, as nações europeias seguiram a se consolidar como entidades políticas unificadas, com o governo central capaz de controlar o território e impor leis e políticas em todo o país. Essa unificação foi
consequente pelo trabalho de uma burocracia profissional, que desempenhava funções administrativas e de fiscalização em nome do Estado.
Entre as características do Estado Moderno estão a criação de obrigações especializadas e a organização de exércitos permanentes. Também houve o fortalecimento do poder judicial e a implementação de leis uniformes em todo o território nacional.
Esse tipo de Estado também foi influenciado pelas ideias políticas que tiveram durante a Idade Moderna, como o contratualismo de Thomas Hobbes, John Locke e Jean-Jacques Rousseau, que defenderam a ideia de que o poder político deveria ser exercido com base no consentimento dos governados. Também é importante lembrar, que o Estado moderno foi um importante precursor das democracias atuais, uma vez que abriu caminho para a ideia de que a autoridade do governante deve ser limitada por uma Constituição e pela opinião pública.
O Estado sou eu!
Hyacinthe Rigaud, Retrato de Luiz XIV (1700)
Luiz XIV, rei da França, de 1643 até 1715, ano de sua morte, também conhecido como "Rei Sol", certamente é uma das figuras históricas que melhor evidenciam o que era o Estado Moderno absolutista: "L'État c'est moi" (O Estado sou eu) disse o monarca, demonstrando que os limites de seus poderes eram os limites do próprio Estado.
Qual a relação do Estado moderno com a contemporaneidade?
Blocos econômicos - uma das faces da contemporaneidade catalisada pela globalização.
A contemporaneidade
é um período que se inicia a partir da segunda metade do século XX e se estende
até os dias atuais. É um período marcado pela globalização, pela intensificação
dos fluxos de informação, pessoas e mercadorias em escala mundial, além do
desenvolvimento acelerado da tecnologia.
A
relação entre o estado moderno e a contemporaneidade se dá no sentido de que o
estado moderno foi um dos pilares que permitiu a construção do mundo
contemporâneo. A centralização do poder político nas mãos do estado moderno,
por exemplo, permitiu a criação de instituições que garantem a estabilidade
política e econômica, como os sistemas de justiça, segurança e educação.
Além
disso, o estado moderno permitiu a criação de condições para o desenvolvimento
do capitalismo, que é um dos pilares da contemporaneidade. Isso ocorreu porque
o estado moderno estabeleceu as bases para a criação de um mercado nacional,
com regras claras para a circulação de bens e serviços.
Por
outro lado, a contemporaneidade também trouxe desafios para o estado moderno. A
globalização, por exemplo, tem colocado em xeque a ideia de soberania nacional,
já que as fronteiras dos estados têm se tornado cada vez mais permeáveis. Além
disso, a tecnologia tem permitido que as pessoas se comuniquem e se organizem
de forma mais eficiente, o que tem dado origem a movimentos sociais e políticos
que questionam a autoridade do estado.
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Assim,
a relação entre o Estado moderno e a contemporaneidade é complexa e
multifacetada. Por um lado, o Estado moderno, como forma de organização
política, continua a ser a base da estruturação das sociedades contemporâneas.
Por outro lado, a globalização e as mudanças sociais e tecnológicas têm
desafiado o papel e a produção dos Estados nacionais, levando a novas formas de
organização política, como as organizações internacionais, as redes
transnacionais e os movimentos sociais globais. Portanto,
a relação entre o Estado moderno e a contemporaneidade é marcada pela tensão
entre a continuidade e a transformação, entre a estabilidade e a mudança, entre
a ordem e a contestação.
Entender a globalização é entender o nosso mundo atual. Vamos ver um pequeno vídeo sobre o assunto?
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